November 2010
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Atrás da sobrancelha No fundo da retina Sob a telha Parado na esquina Qualquer esquina. Na entranha recôndita No azul da alma Em música bendita Nas linhas da palma Da minha palma. Nas letras que escrevo Cores que enxergo Em alto relevo Nas dores que envergo Mas não quebro. És corrente sem fecho Poro da pele Fim sem desfecho? Que o tempo revele Revele. Porque já não escondo mais. Só sinto. E digo.
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